O Geely E2 posiciona-se entre os elétricos mais acessíveis do mercado português. Com 4,13 metros de comprimento, até 116 cv, bateria de 47 kWh e 345 km de autonomia WLTP, quer conquistar clientes do Renault 5, Citroën ë-C3, Fiat Grande Panda e BYD Dolphin Surf.
A Geely prepara-se para reforçar a sua presença no mercado português com o E2, um modelo elétrico que chega à Europa depois de alcançar um enorme sucesso na China. O compacto foi o automóvel mais vendido na China em 2025, superando 465 mil unidades vendidas a nível mundial nesse ano, e apresenta agora uma das suas armas mais importantes para a expansão europeia: o preço.
Em Portugal, a gama será composta por três versões, com preços a partir dos 21.900 euros:
- Geely E2 Pro – 82 cv – 21.900 euros
- Geely E2 Max – 116 cv – 24.900 euros
- Geely E2 Ultra – 116 cv – 27.800 euros
Com estes valores, o E2 entra diretamente numa das zonas mais competitivas do mercado de elétricos. A proposta da Geely torna-se ainda mais interessante porque o modelo não é propriamente um pequeno citadino: com mais de quatro metros de comprimento, cinco lugares e uma distância entre eixos de 2,65 metros, oferece dimensões próximas das de modelos de segmentos superiores.

O E2 é conhecido na China como Geely Xingyuan e noutros mercados internacionais como EX2. A sua combinação de preço, dimensões compactas e espaço interior ajudou-o a alcançar uma escala comercial pouco habitual para um modelo desta categoria.
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Em 2025, foi o automóvel mais vendido na China, considerando o conjunto do mercado e não apenas os veículos elétricos. A informação é particularmente relevante porque a China é atualmente o maior mercado automóvel mundial.
Agora, a Geely quer transportar parte desse sucesso para a Europa, onde o E2 assume uma posição diferente. Enquanto na China o preço é um dos seus principais argumentos, no mercado europeu terá de enfrentar modelos já estabelecidos e uma concorrência cada vez maior entre os pequenos elétricos.
4,13 metros de comprimento e 375 litros de bagageira
Apesar do posicionamento como compacto, o Geely E2 apresenta dimensões generosas para o segmento.
A distância entre eixos de 2,65 metros é particularmente interessante para um automóvel desta dimensão. A Geely conseguiu ainda reservar 375 litros para a bagageira, aos quais se acrescentam mais 70 litros no compartimento dianteiro.

Ou seja, além da bagageira convencional, o E2 dispõe de um pequeno frunk, uma solução que nem todos os rivais deste segmento oferecem.
Com os bancos traseiros rebatidos, a capacidade de carga pode chegar aos 1.320 litros.
Duas baterias e até 345 km de autonomia
A gama europeia do E2 recorre a baterias com tecnologia LFP, existindo duas capacidades consoante a versão.

O E2 Pro utiliza uma bateria de aproximadamente 35,3 kWh, enquanto os E2 Max e Ultra recebem uma unidade de 47,14 kWh. A autonomia homologada chega aos 345 km WLTP nas versões equipadas com a bateria maior.
A versão de 116 cv utiliza um motor elétrico montado no eixo traseiro, o que significa que o E2 apresenta tração traseira. É uma solução pouco habitual entre os pequenos elétricos desta faixa de preço.
O consumo homologado da versão de maior autonomia ronda os 12,5 kWh/100 km, um valor que ajuda a explicar como a Geely consegue extrair 345 km de uma bateria relativamente compacta.
E2 quer roubar clientes ao Renault 5 e ao Citroën ë-C3
É na comparação com os concorrentes que o Geely E2 começa a revelar a sua estratégia.
O Renault 5 E-Tech, o Citroën ë-C3, o Fiat Grande Panda elétrico, o BYD Dolphin Surf e o futuro Volkswagen ID. Polo estão entre os modelos que entram naturalmente nas contas de quem procura um elétrico relativamente acessível.

Mas o Geely apresenta uma vantagem particular: as dimensões.
O E2 é mais comprido do que o Renault 5, o Citroën ë-C3 e o Fiat Grande Panda, aproximando-se mais de modelos como o Volkswagen ID. Polo. Ao mesmo tempo, os 2,65 metros de distância entre eixos ajudam a proporcionar um habitáculo espaçoso para um automóvel com apenas 4,13 metros de comprimento.
Também o espaço de carga é um argumento importante, com 375 litros na bagageira e outros 70 litros à frente.
Onde o Geely E2 fica atrás dos rivais
O preço e o espaço não contam toda a história. Em autonomia, o E2 não pretende ser líder.
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Os 345 km WLTP da versão Max/Ultra são suficientes para uma utilização diária e viagens de média distância, mas ficam abaixo dos valores anunciados pelas versões de maior bateria de alguns concorrentes.

O mesmo acontece com a potência: os 116 cv são adequados ao posicionamento do modelo, mas não colocam o E2 entre os pequenos elétricos mais rápidos.
É precisamente aqui que a estratégia da Geely parece estar mais clara: em vez de procurar o máximo de autonomia ou desempenho, o E2 aposta no equilíbrio entre preço, espaço, eficiência e equipamento.
Um preço que pode mudar as contas
Com o E2 Pro a 21.900 euros, a Geely entra num mercado onde cada milhar de euros pode fazer a diferença.
A versão Max, por 24.900 euros, parece particularmente relevante pela combinação entre os 116 cv, a bateria de 47 kWh e os 345 km de autonomia. Já o Ultra, por 27.800 euros, aposta num nível de equipamento superior.

A comparação com o BYD Dolphin Surf é inevitável, sobretudo pelo posicionamento de preço. O Renault 5, ë-C3 e Grande Panda também surgem como alternativas naturais para quem procura um elétrico de dimensões compactas.
O Geely, contudo, joga com uma carta diferente: é um automóvel compacto por fora, mas relativamente grande por dentro.
Um dos elétricos chineses mais importantes a chegar à Europa
O E2 representa mais do que a entrada de mais um modelo chinês no mercado europeu. É a tentativa da Geely de replicar no continente o sucesso de um automóvel que já provou a sua capacidade para conquistar clientes no maior mercado automóvel do mundo.








Em Portugal, com preços de 21.900 a 27.800 euros, o E2 entra diretamente numa das faixas mais disputadas do mercado elétrico.
Não é o modelo com maior autonomia, nem o mais potente. Mas combina 4,13 metros de comprimento, cinco lugares, 375 litros de bagageira, 70 litros de frunk, até 116 cv, bateria LFP de 47 kWh e 345 km WLTP com um preço competitivo.
E é precisamente esse equilíbrio que pode transformar o Geely E2 num dos novos protagonistas do mercado português de elétricos acessíveis.