O grupo Stellantis decidiu virar definitivamente a página dos problemáticos motores PureTech, que marcaram negativamente a reputação da empresa nos últimos anos, e passa a apostar nos propulsores FireFly, de origem italiana, como base para enfrentar os exigentes requisitos da futura norma de emissões Euro 7.
Apesar de a designação comercial PureTech já ter sido retirada do mercado, os motores desenvolvidos pela divisão francesa do grupo continuam a existir internamente. No entanto, a administração liderada por Antonio Filosa pretende afastar-se de forma clara da herança associada a estes propulsores, cuja fiabilidade foi amplamente questionada por clientes e especialistas do setor.
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A nova estratégia passa por concentrar o desenvolvimento nos motores FireFly, produzidos na fábrica de Termoli, em Itália, considerados mais robustos e fiáveis. Estes motores, que haviam sido preteridos na Europa em favor dos PureTech durante a anterior liderança do grupo, ganham agora um papel central na estratégia de transição tecnológica da Stellantis.

Atualmente, os FireFly estão presentes em apenas alguns modelos do mercado europeu, todos de marcas italianas do grupo, como o Alfa Romeo Tonale, o Fiat Panda e o novo Fiat 500 Hybrid, lançado para ajudar a compensar o fraco desempenho comercial da versão 100% elétrica do citadino.
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A Stellantis confirmou que irá prolongar a vida comercial dos motores FireFly, investindo na sua adaptação às exigências da norma Euro 7. Numa primeira fase, os propulsores serão associados a sistemas mild-hybrid de 48 volts, combinados com uma nova caixa automática de dupla embraiagem eletrificada, permitindo reduzir emissões e consumos sem abdicar da eficiência.
A gama FireFly, também conhecida como GSE, inclui motores de três cilindros e 1,0 litro com cerca de 70 cv, bem como versões 1.5 turbo de quatro cilindros, com potências que podem chegar aos 130 e 160 cv, utilizadas, entre outros modelos, no SUV compacto da Alfa Romeo.
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Com esta aposta, o grupo abre ainda a porta a uma evolução mais profunda desta família de motores, que poderá vir a integrar soluções híbridas convencionais ou até híbridas plug-in, com o objetivo de competir em eficiência e desempenho com os conjuntos motrizes mais avançados do mercado europeu.