A Fiat já está a trabalhar na próxima geração do Panda, um modelo que promete ser mais pequeno, mais simples e mais acessível, com um preço de entrada inferior a 15.000 euros. A informação foi confirmada por Olivier François, CEO da marca italiana, numa entrevista ao meio francês Auto Infos, onde sublinhou a necessidade no regresso à essência do Panda original.
Apesar da recente chegada do FIAT Grande Panda, o Panda “clássico” continua em comercialização sob a designação Pandina. Lançada originalmente em 2012, esta terceira geração mantém-se no segmento A, com 3,69 metros de comprimento, posicionando-se abaixo do Grande Panda, que já entra no segmento B com 3,99 metros. A marca prevê manter o Pandina no mercado até ao final da década, mas o seu sucessor já está em desenvolvimento.
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Segundo François, o objetivo é claro: “Os FIAT tornaram-se demasiado caros e precisamos de um sucessor do Panda por menos de 15.000 euros”. O novo modelo será inspirado no Panda de 1980, apostando num conceito mais funcional, descomplicado e orientado para a mobilidade urbana acessível.

A futura quarta geração do Panda contará com versões a combustão e variantes elétricas, à semelhança do Fiat 500. O modelo deverá assentar na plataforma STLA City, a mesma utilizada pelo 500, originalmente pensada para veículos elétricos, mas adaptada para acolher também motores térmicos.
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Em termos de design, a marca promete uma forte ligação visual ao Panda original e ao Grande Panda. Olivier François descreve a relação entre ambos como a de “a mãe urso e o bebé urso”, partilhando raízes estéticas e uma silhueta icónica, sem que o novo Panda seja apenas uma versão reduzida do seu “irmão maior”.
A produção continuará a ser assegurada em Pomigliano d’Arco, em Itália, mantendo a tradição industrial do modelo, enquanto o Fiat 500 seguirá a ser fabricado em Mirafiori.