A Seat entrou com uma ação judicial contra a fabricante chinesa BYD devido a uma disputa sobre os nomes comerciais de vários modelos de automóveis no mercado europeu.
O processo, aberto no Tribunal de Justiça da União Europeia, alega que a BYD utilizou denominações semelhantes às de modelos da Seat, o que poderia gerar confusão entre os consumidores e enfraquecer a identidade da marca.
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De acordo com o “El Economista”, a Seat contestou o registo dos nomes BYD Sealion, BYD Seal, BYD Seal S e BYD Seal U junto do Gabinete de Propriedade Intelectual da União Europeia.
A base da queixa reside na semelhança entre o Seal e a Seat, que é agravada no caso do Sealion pela sua semelhança com o Seat León.

A Seat afirma que investiu anos de desenvolvimento e marketing na construção da reputação dos nomes dos seus modelos e considera que a utilização de nomes similares por outra marca viola direitos de propriedade intelectual e coloca em risco a fidelidade dos clientes.
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Por outro lado, a BYD — que vem expandindo rapidamente a sua presença na Europa com veículos elétricos — argumenta que os seus nomes são originais e inspirados na sua estratégia global, sem intenção de copiar ou causar conflito com a SEAT.
Impacto no mercado europeu
O litígio surge num momento em que a BYD se afirma como um dos principais concorrentes das marcas europeias no segmento de veículos elétricos. O mercado europeu tem sido estratégico para o crescimento da fabricante chinesa, que já anunciou planos ambiciosos de abrir fábricas e centros de distribuição no continente.

Para a Seat o conflito representa mais do que uma questão de nomes: trata-se de proteger a sua identidade e herança de marca, num cenário em que a concorrência global no setor automóvel nunca foi tão intensa.
O Tribunal de Justiça da União Europeia deverá decidir se a BYD será obrigada a alterar os nomes dos seus modelos ou se poderá continuar a utilizá-los. O caso poderá criar precedentes importantes para futuras disputas entre fabricantes tradicionais europeus e novas marcas asiáticas.
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Enquanto isso, analistas do setor acreditam que este processo poderá intensificar a rivalidade entre fabricantes tradicionais e emergentes, num contexto de transição acelerada para veículos elétricos e novos modelos de mobilidade.
“A Seat construiu ao longo de décadas uma identidade forte e reconhecida. Defender a nossa marca e os nossos modelos é essencial para manter a confiança dos nossos clientes e a nossa posição no mercado europeu”, afirma um porta-voz oficial da Seat.