A BYD continua a reforçar a sua posição como um dos fabricantes mais avançados do setor da mobilidade elétrica. Para lá da aposta contínua em novas baterias e plataformas, a marca chinesa está, atualmente, a concentrar esforços no desenvolvimento de motores elétricos mais eficientes, capazes de responder a uma das principais fragilidades dos veículos elétricos: a perda de autonomia em auto-estrada.
Embora o foco da indústria esteja atualmente centrado na redução de custos das baterias, no aumento da autonomia e na aceleração dos tempos de carregamento, a eficiência das unidades motrizes começa a ganhar um papel cada vez mais relevante. E é precisamente neste campo que a BYD apresenta avanços significativos.
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Entre as mais recentes inovações está o novo motor síncrono de ímanes permanentes designado TZ200XYAT, preparado para funcionar tanto na e-Platform 3.0 Evo de 800 volts como na futura Super e-Platform de 1.000 volts. Esta mecânica representa um passo intermédio antes de uma evolução ainda mais ambiciosa.

A grande aposta da BYD para o futuro passa pelos motores síncronos de ímanes permanentes de fluxo variável (VF-PMSM), uma tecnologia descrita em quatro patentes recentemente submetidas junto da Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China. Ao contrário dos motores de fluxo fixo atualmente utilizados na maioria dos veículos elétricos, esta solução permite ajustar dinamicamente o fluxo magnético do rotor em função das condições de funcionamento.
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Na prática, o sistema maximiza o fluxo magnético a baixas velocidades para garantir elevado binário, enquanto o reduz a velocidades mais altas, minimizando perdas energéticas e mantendo a eficiência. O resultado é um desempenho mais equilibrado em todo o espectro de utilização, algo particularmente relevante em auto-estrada.
Embora a BYD ainda não confirme quando esta tecnologia chegará aos modelos de produção, os benefícios são claros: maior eficiência energética, autonomia mais estável em viagens longas, consumo mais previsível e menor stress térmico sobre os componentes do motor. Se aplicada em larga escala, esta solução poderá corrigir um dos principais pontos fracos dos veículos elétricos atuais e elevar o padrão da condução elétrica a alta velocidade.