Num período em que os automóveis modernos são frequentemente criticados pela alegada perda de durabilidade face aos modelos do passado, há histórias que continuam a desafiar essa ideia. Uma delas vem da Alemanha e tem como protagonista um MINI Cooper D que ultrapassou a impressionante marca de 1 milhão de quilómetros — mantendo o motor original.
O feito foi alcançado no dia 20 de junho de 2026, durante uma viagem simbólica até à fábrica da MINI, em Oxford, Reino Unido, local onde o automóvel foi produzido.

Ao longo de todo este percurso esteve sempre o mesmo proprietário ao volante: Peter Kirchoff, que adquiriu o carro novo em 2014 e estabeleceu desde o início um objetivo pouco habitual — conduzi-lo até atingir sete dígitos no odómetro.
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O automóvel recebeu também um nome próprio: “Nemo”. A escolha surgiu da combinação entre a carroçaria em Volcanic Orange e as faixas brancas no capot, uma configuração escolhida pelo próprio cliente quando encomendou o modelo.

O desafio deu origem ao projeto “one M”, que acompanhou a utilização do carro ao longo dos anos. Depois de percorrer 25 países e acumular mais de uma década de utilização intensiva, o objetivo acabou por ser concretizado.
Mas o número registado no odómetro não é o único dado que chama a atenção. Segundo o proprietário, o MINI continua equipado com a mecânica original, sem necessidade de grandes intervenções no motor ao longo destes 12 anos de utilização. Além disso, o veículo nunca esteve envolvido em acidentes.

O modelo pertence à geração F56 e está equipado com um motor Diesel de três cilindros. Embora existam vários exemplos de automóveis que ultrapassaram os 500 mil ou mesmo os 800 mil quilómetros, atingir o milhão mantendo o conjunto mecânico original continua a ser uma conquista rara.
Ainda assim, o proprietário destaca que a longevidade não resulta apenas da construção do automóvel. Uma manutenção rigorosa e uma utilização maioritariamente em percursos longos tiveram um papel determinante.
Consumos que parecem difíceis de acreditar
Além da resistência mecânica, há outro número que impressiona: o consumo.
Peter Kirchoff afirma que, ao longo de todo o percurso até ao milhão de quilómetros, registou uma média de apenas 2,95 l/100 km.
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Um valor que continua a rivalizar com consumos anunciados por alguns híbridos atuais e que ajuda a explicar parte do sucesso desta história: grande parte da utilização foi feita em estrada e autoestrada, cenários onde os motores Diesel continuam a revelar níveis de eficiência particularmente elevados.