Foi o próprio Diretor de Produto e Comunicação Tecnológica da Audi, Óscar da Silva Martins, que admitiu: “Já fomos certamente melhores em termos de qualidade no passado, mas vamos lá chegar novamente”.
O responsável foi questionado no evento de apresentação do novo Audi Q5 e não escondeu que a qualidade, especialmente dos materiais utilizados nos interiores, tem ficado aquém das expectativas.

É o caso dos novos A6 e-tron, do Q5 e de outros modelos é, em alguns casos, muito dececionante, e a maioria dos clientes habituais da Audi provavelmente considerá-la-á incompreensível.
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Por outro lado, outros responsáveis da Audi anunciaram que, com as atualizações dos últimos modelos, os materiais menos nobres deverão pertencer ao passado. É possível também que esta melhoria tenha reflexo nos preços.
Contudo, esta situação não é exclusiva da Audi, uma vez que a Mercedes também reduziu a qualidade de acabamentos nos últimos modelos, enquanto a BMW já passou por isso no início da década de 2010 com o Série 3 (F30), mas tem procurado recuperar.

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A explicação para o desinvestimento na qualidade dos materiais está relacionada com o aumento dos custos no desenvolvimento de soluções para reduzir as emissões dos motores de combustão e melhoria de segurança, especialmente segurança cibernética. No entanto, para as fabricantes premium alemãs, sacrificar a qualidade — uma das suas principais vantagens em relação à concorrência — pode ser um erro estratégico.