A autoridade alemã de segurança rodoviária, a KBA, emitiu um alerta sobre possíveis defeitos detetados nas baterias dos elétricos Mercedes EQA e EQB, que podem provocar um incêndio.
Ao todo, são 33.705 unidades fabricadas entre 2021 e 2024 foram afetadas por um defeito de fabrico na bateria produzida pela empresa chinesa Farasis. “Um curto-circuito na bateria de alta tensão pode causar um incêndio”, indica a KBA em comunicado.
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Nos Estados Unidos, a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA) está a investigar vários incêndios neste contexto.
“Como resultado destas análises, a Mercedes-Benz concluiu que “Embora não tenha sido encontrada nenhuma origem específica, fatores resultantes de certos problemas de produção, combinados com condições externas no mercado local, podem levar aos eventos térmicos.”
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A Mercedes revela que está a trabalhar numa atualização de software para resolver o problema e os clientes são aconselhados a contactar o concessionário mais próximo para obter mais informações.

A KBA confirma a preocupação da marca alemã, mas acrescenta alguma incerteza aos clientes ao emitir uma recomendação: “Até que uma solução esteja disponível, os clientes são aconselhados a carregar a bateria apenas até um máximo de 80”.
Baterias da Farasis
Esta não é, de resto, a primeira vez que se fala de problemas com as baterias do fabricante chinês Farasis nos modelos da Mercedes. Em 2021, a imprensa alemã noticiou as dificuldades e falhas da Farasis em satisfazer as necessidades dos seus clientes europeus. Mas esse era o menor dos problemas.
Mas o pior foi, sem dúvida, que os primeiros testes realizados com as células Farasis foram um absoluto fracasso. Baterias que podem exigir mais tempo para melhorar as suas capacidades, o que entra em conflito com os habituais prazos de testes que os fabricantes costumam ter, que exigem pelo menos três anos antes de dar luz verde à produção em massa.