Os proprietários do Nissan LEAF de segunda geração em França estão a manifestar descontentamento depois de terem sido informados de que vão perder uma funcionalidade importante dos seus veículos elétricos. Em causa está o fim progressivo das redes móveis 3G na Europa, que vai afetar diretamente a conectividade remota do modelo.
O LEAF, um dos pioneiros da mobilidade elétrica no mercado europeu, encontra-se atualmente na sua terceira geração. No entanto, as unidades da segunda geração, comercializadas entre 2018 e 2025, utilizam módulos de comunicação que recorrem a redes 2G ou 3G para estabelecer ligação com os servidores da marca.

Com o desligamento destas redes, os condutores deixarão de poder usar a aplicação móvel para aceder remotamente a várias funções do automóvel. A partir de 30 de março de 2026, segundo mensagens já enviadas a clientes em França, deixará de ser possível, por exemplo, programar o pré-condicionamento do habitáculo ou da bateria à distância, bem como executar outras operações remotas. Essas funcionalidades continuarão disponíveis apenas através do sistema multimédia do próprio veículo.

A situação não resulta de uma decisão direta da Nissan, mas sim do processo de modernização das infraestruturas de telecomunicações. Os operadores estão a desativar gradualmente as redes 2G e 3G para libertar frequências destinadas ao 4G e 5G, tecnologias mais rápidas e eficientes. O problema é que o hardware instalado nestes automóveis não pode ser atualizado para as redes mais recentes sem substituições dispendiosas.
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Em França, o 2G já está em processo de desativação e o 3G deverá desaparecer nos próximos anos. Em Espanha, por exemplo, o encerramento do 3G está previsto para começar no final de 2027, enquanto o 2G poderá manter-se ativo até 2030. Resta saber qual será o impacto concreto para os proprietários portugueses e que posição a Nissan adotará no nosso mercado.

Apesar de os veículos continuarem plenamente funcionais no que toca à condução, a perda da conectividade remota poderá afetar a experiência de utilização e até o valor de revenda destes modelos no mercado de usados. A questão poderá ainda estender-se a outros automóveis, elétricos ou não, que utilizem módulos de comunicação baseados em tecnologias móveis antigas.
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Já os modelos mais recentes, equipados com sistemas de comunicação compatíveis com redes atuais e preparados para atualizações remotas, não deverão enfrentar este tipo de limitação no futuro.