É um crime que está a ganhar dimensão em Portugal. A Polícia de Segurança Pública (PSP) alertou para a subida dos casos de burla por falso acidente. Desde o início do ano já foram registadas mais de 100 denúncias.
O modus operandi dos burlões é simularem uma colisão entre veículos, quando as vítimas estão a fazer uma manobra com a viatura, geralmente em marcha-atrás. Outra das burlas é a simulação de um atropelamento.
Em ambos os casos, os burlões forçam as vítimas, geralmente pessoas idosas, a entregarem dinheiro, na hora, de forma a evitar a participação do acidente à seguradora.
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A PSP diz que no ano passado foi atingido o maior número de sempre destes crimes e nos primeiros meses deste ano, mantém-se uma tendência de subida.

Aconselha nestes casos a que nunca se pague qualquer valor por situações em que não se tem a certeza de ter responsabilidade e a desconfiar de abordagens deste tipo.
Pede ainda aos cidadãos que desconfiem de abordagens em que o autor não quer acionar o seguro, nem contactar a polícia, apenas pretendendo o pagamento em dinheiro e oferecendo-se para o acompanhar à caixa multibanco.
Segundo a polícia, nunca se deve pagar em terminais de pagamento automático apresentados por desconhecidos e, na incerteza das situações, deve-se sempre contactar as autoridades e solicitar a participação do acidente.
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Quando se verificar que se está a ser seguido por outra viatura, que efetua sinais para encostar o carro, não se deve parar. Contudo, se o condutor optar por parar, deve fazê-lo em locais com movimento de pessoas.
Caso se viva situações destas, a PSP aconselha ainda a reter o máximo de informação sobre os alegados burlões, como características físicas (idade, altura, forma de vestir e falar), assim como informação dos veículos em que estes se fazem transportar e as características dos seus acompanhantes, se for o caso.