A Tesla voltou a colocar o Roadster de segunda geração no centro das atenções, com uma proposta que combina desempenho extremo, soluções inspiradas na indústria aeroespacial e tecnologia desenvolvida em conjunto com a SpaceX. O modelo está previsto em três variantes — Performance, Thrust e Rocket —, sendo esta última a mais exclusiva e a única que promete voar com recurso a propulsores.
Quase dez anos depois da apresentação original, o novo Roadster assume-se como um modelo de imagem para a Tesla, concebido para demonstrar os limites da engenharia da marca. Entre as características anunciadas estão uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em menos de 1,5 segundos na versão Performance e em apenas 0,81 segundos na Thrust.

A apresentação foi marcada por várias referências ao filme Regresso ao Futuro, incluindo o horário escolhido para o evento, às 19h55, numa alusão a 1955, ano em que decorre parte da história. A demonstração procurou mostrar um automóvel capaz de ultrapassar os limites tradicionais da condução, com manobras aéreas e tecnologia que aproxima o conceito de um veículo terrestre de uma máquina aeroespacial.
Tesla Roadster Performance: dos 0 aos 100 km/h em menos de 1,5 segundos
A versão Performance será a porta de entrada para a gama e contará com aerodinâmica ativa e ventiladores capazes de criar sucção sob o veículo, aumentando a força descendente e a aderência.

A Tesla anuncia uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em menos de 1,5 segundos. A reserva desta versão está fixada em 50.000 dólares, o equivalente a cerca de 44.540 euros.
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Esta variante mantém a configuração descapotável de dois lugares, tal como a versão Thrust.
Thrust promete acelerar dos 0 aos 100 km/h em 0,81 segundos
O Tesla Roadster Thrust acrescenta propulsores instalados na traseira, permitindo reduzir o tempo anunciado para a aceleração dos 0 aos 100 km/h para apenas 0,81 segundos.
A reserva desta versão sobe para 250.000 dólares, cerca de 222.700 euros. Tal como na Performance, a configuração é de dois lugares, mas a inclusão dos propulsores representa um passo adicional na utilização de tecnologia associada à SpaceX.

Estes valores correspondem a prestações anunciadas pela marca e deverão ser encarados com prudência até existirem dados definitivos e resultados independentes que permitam confirmar as capacidades prometidas.
Roadster Rocket: a versão que promete voar
A variante Rocket será a mais exclusiva da gama e distingue-se também pela configuração interior: em vez dos dois lugares das restantes versões, terá apenas um.
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Além dos ventiladores que aumentam a aderência, esta versão integra propulsores capazes de gerar impulso para cima e para a frente. Segundo a demonstração apresentada, o sistema poderá permitir elevar o veículo, avançar no ar e executar rotações laterais.

A Tesla anuncia uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em menos de 0,6 segundos e uma velocidade máxima de 370 km/h. A autonomia indicada é de aproximadamente 482 quilómetros.
No entanto, o Rocket não estará disponível para compra convencional: o acesso será feito por convite da própria Tesla. A marca indica ainda que esta configuração não será homologada para utilização em estradas públicas.
Um automóvel inspirado na engenharia aeroespacial
O design do Roadster também procura refletir a ligação à exploração espacial. A cor da carroçaria, denominada Ano White, inspira-se nos revestimentos brancos utilizados em equipamentos aeroespaciais, enquanto os vidros evocam o acabamento acobreado das viseiras dos fatos de astronauta.

No habitáculo, a Tesla aposta em materiais leves, incluindo fibra de carbono, titânio e magnésio. Os bancos terão revestimento em tecido sintético cinzento, enquanto o volante achatado e o ecrã orientado para o condutor reforçam a imagem desportiva.
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O objetivo passa por reduzir o peso e criar um ambiente centrado no condutor, com referências ao universo da aviação.
Um projeto que ainda exige confirmação
O novo Roadster pretende demonstrar a capacidade tecnológica da Tesla e estabelecer uma ligação mais estreita entre os automóveis elétricos e a engenharia aeroespacial. A versão Rocket é o exemplo mais radical dessa ambição, ao incorporar propulsores que, segundo a marca, permitem realizar manobras aéreas.













Ainda assim, as prestações anunciadas, a autonomia e as capacidades dos propulsores terão de ser avaliadas à luz das especificações finais e de testes independentes. Por enquanto, os números divulgados devem ser entendidos como promessas da Tesla, e não como resultados já comprovados em condições de utilização reais.
O Roadster original ficou associado à SpaceX quando foi lançado para o espaço a bordo de um foguetão. Agora, o seu sucessor procura inverter os papéis, trazendo para o próprio automóvel parte da tecnologia que tornou essa ligação possível.